O produtor rural contará com um volume maior de recursos para financiar as atividades do agronegócio na safra 2021/22, que se iniciou em 1º de julho, e inclusive terá à disposição mais instituições financeiras atuando no crédito rural, sendo 12 no total.

No Plano Safra 2021/22, foram alocados R$ 251,2 bilhões em crédito, 6,3% mais ante 2020/2021, com linhas para pequenos, médios e grandes produtores. Além de Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Bancoob, Sicredi, Cresol, BRDE e Banrisul, que já operavam esses recursos, mais cinco bancos entraram na lista: Caixa, Bradesco, Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Credicoamo e CNH. Considerando apenas os cinco bancos que se juntaram a essa empreitada, o aporte do grupo estreante soma R$ 7,8 bilhões.

A entrada dos novos financiadores tornou-se possível graças à Lei 13.986, a chamada Lei do Agro, sancionada em abril de 2020, que liberou o acesso de bancos privados e estaduais ao mercado, antes restrito a instituições públicas e cooperativas de crédito, a fim de estimular a concorrência entre os agentes. 

A maior parte dos recursos que têm juros subsidiados pelo Tesouro Nacional será utilizada pelo Banco do Brasil, com R$ 43 bilhões, ou quase metade do total. Na sequência, estão o BNDES, com R$ 16,8 bilhões, o Sicredi, com R$ 13,5 bilhões, a Caixa (R$ 7,3 bilhões), o Sicoob (R$ 4,9 bilhões) e o Banrisul, com R$ 1,19 bilhão. Outras seis instituições que atuarão na operação com juros subsidiados terão limite menor em mãos. O Cresol terá R$ 775,9 milhões e o CNH Industrial operará R$ 236,2 milhões. Estão na lista também BRDE (R$ 141,7 milhões), Bradesco (R$ 131,7 milhões), CrediCoamo (R$ 76,7 milhões) e BDMG (R$ 22,8 milhões). 

A Caixa Econômica Federal terá, pela primeira vez, recursos para o Plano Safra, ofertando R$ 35 bilhões. As pretensões são ousadas, visto que o executivo almeja colocar o banco na posição de liderança em dois anos, superando o Banco do Brasil. Em recente evento virtual, Guimarães lembrou que o banco tinha apenas “R$ 2,5 bilhões emprestados ao setor” quando o governo começou e agora almeja alcançar R$ 35 bilhões nos próximos 12 meses.

Esse é um bom momento para não perder a fase de contínuos investimentos na modernização, levando em conta que estamos entrando na era da Agricultura 4.0.

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