A cada dia mais, o agronegócio brasileiro enxerga na energia solar uma solução para aumentar produtividade, reduzir custos e garantir a segurança energética. Porém, fatores como o aumento de tarifas e o fim do subsídio para o consumidor rural prometem acelerar a expansão da tecnologia fotovoltaica no campo.

Isso porque os custos com energia elétrica para o agronegócio são altos e correspondem a uma parcela significativa nos investimentos da produção. Com a energia solar, a redução no valor gasto com esse insumo faz com que atividades que demandam muita eletricidade custem menos no bolso dos produtores rurais. Essa economia traz mais liberdade para que esses processos sejam realizados em larga escala.

Além disso, gerar a própria energia é uma ótima alternativa para não sofrer com as instabilidades que ocorrem nas zonas rurais, deixando os produtores menos dependentes do fornecimento das redes de energia convencionais.

A tendência é de que os aportes do setor agropecuário em energia solar cresçam significativamente nos próximos anos. Dentre as vantagens estão a produção de uma energia limpa, de menor custo e também a grande durabilidade do sistema.

De acordo com estudos realizados em países como Alemanha, China, França, Estados Unidos, Holanda e Japão, a combinação de painéis de energia solar com sistemas de produção agrícola gera ótimos resultados. Minas Gerais coloca o Brasil na lista de países em potencial. Contudo, o desafio da pesquisa é identificar quais culturas agrícolas podem ser consorciadas com os painéis de energia e quais arranjos de painéis são mais eficientes para as condições brasileiras.

Em suma, já existe uma grande vantagem do uso da energia fotovoltaica no campo e a tendência é que os incentivos sejam crescentes no decorrer dos anos.

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